Notícias

Ver notícia

Laboratório criado em 2018 é referência técnica nas recomposições asfálticas da capital por meio de análises periódicas

Em cada recomposição asfáltica executada pela Águas Guariroba existe um fluxo técnico estruturado, baseado em normas nacionais e controle permanente de materiais. A recomposição do pavimento faz parte do compromisso da concessionária sempre que são realizados serviços de saneamento, como implantações, manutenções ou ligações nas redes de água e esgoto.

Para garantir que essas intervenções sejam concluídas com qualidade e segurança, o trabalho é conduzido pelo Laboratório Tecnológico de Análises de Solo e Asfalto da concessionária, responsável por analisar parâmetros, validar processos e acompanhar o desempenho do asfalto aplicado nas ruas de Campo Grande em processos de recomposição da pavimentação.

Criado em 2018, o laboratório é coordenado por Isabelle Bená e tem como líder técnico Fábio de Souza Bogado. A equipe conta com mais 5 colaboradores que garantem que as aferições sejam realizadas seguindo normativas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e especificações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O espaço funciona como centro de referência para definição de critérios e realização de contraprovas dos materiais utilizados nas obras.

“Nosso compromisso é assegurar que as recomposições sigam parâmetros técnicos reconhecidos nacionalmente. O laboratório existe para dar suporte às equipes de campo, validar materiais e garantir que as intervenções entreguem segurança, desempenho e durabilidade”, afirma Isabelle Bená.

Ao assegurar padrões rigorosos de engenharia no processo, a concessionária protege a infraestrutura urbana, reduz a necessidade de retrabalhos e reforça seu compromisso com a prestação de serviços eficientes e duradouros para a cidade.

Padrão que nasce antes de chegar às ruas

Com amostras do material que será utilizado no reaterro das valas abertas para inserção das tubulações, o laboratório inicia a caracterização do solo, identificando a distribuição dos grãos (areia, brita e finos) para verificar se atende às faixas granulométricas adequadas.

Em seguida, é realizado o ensaio de compactação, conforme a NBR 7182 da ABNT, que determina a chamada umidade ótima, quantidade ideal de água para que o solo atinja sua maior densidade. Quanto menor o volume de vazios internos, maior a resistência e menor o risco de afundamento futuro.

Depois, o material passa pelo ensaio de CBR (Índice de Suporte Califórnia), regulamentado pela NBR 9895, que mede a capacidade de suporte do solo sob carga. Esse teste indica se a base terá resistência suficiente para receber o tráfego sem deformações. Somente após esses parâmetros estarem dentro dos padrões técnicos o solo é liberado para aplicação em campo.

No caso do asfalto, o controle começa com a verificação do teor de CAP (Cimento Asfáltico de Petróleo), por meio da extração do ligante da mistura. O procedimento confirma se a quantidade de material responsável por “ligar” os agregados está dentro do previsto em projeto.

Na sequência, é realizada a análise granulométrica da mistura e o ensaio Marshall, metodologia consagrada nas especificações do DNIT, que avalia estabilidade (resistência à deformação) e fluência (capacidade de suportar carga sem trincar).

Durante esse processo, o laboratório molda corpos de prova, peças cilíndricas produzidas com a mesma massa asfáltica que será aplicada na rua. Esses “pedaços de asfalto” passam por testes de resistência e servem como referência técnica. É a partir deles que se estabelece o padrão que deverá ser replicado na obra.

“O que a gente faz aqui não é só testar material. A gente constrói um parâmetro. Quando eu defino a umidade ótima, quando eu determino o teor ideal de CAP, eu estou dizendo qual é o comportamento que essa rua vai ter daqui a seis meses, um ano ou cinco anos. Asfalto muito rígido, trinca. Muito rico em ligante pode deformar. Solo mal compactado recalca. Tudo é equilíbrio. O laboratório existe para encontrar esse ponto ideal e transformar isso em padrão de campo”, explica Fábio.

Execução alinhada ao padrão técnico

Na prática, é a equipe de campo que aplica esses parâmetros na recomposição das valas.

“A equipe já sai com o material beneficiado, ou seja, na umidade ótima e pronto para uso. Ao chegar ao local, confere a sinalização da via e verifica as condições da vala. Se houver material úmido inadequado dentro da vala, ele precisa ser retirado antes do início do reaterro”, aponta o coordenador de serviços da Águas Guariroba, Hugo Faleiro.

Segundo ele, o cuidado principal está na compactação correta. “A recomposição é feita em camadas. A primeira pode ter até 40 centímetros e serve como proteção da rede no fundo da vala. Depois, aplicamos camadas sucessivas de até 20 centímetros, sempre com compactação.”

Na etapa final, a equipe deixa um espaço que pode chegar a 10 centímetros, conforme o movimento da via, para a aplicação do asfalto. “Aplicamos o ICM-30, que é um material impermeabilizante e, após análise e autorização do laboratório, a recomposição asfáltica pode ser realizada”, finaliza Faleiro.

Trabalho além dos limites do laboratório

Antes da recomposição asfáltica, a equipe do Laboratório Tecnológico de Análises de Solo e Asfalto mede o grau de compactação do solo já aplicado na vala, em frentes de obras estratégicas, comparando os índices obtidos com aqueles definidos internamente.

Um dos métodos utilizados é o ensaio de densidade in situ pelo frasco de areia, conforme a NBR 7185 da ABNT. O procedimento consiste na abertura de um pequeno furo na camada já compactada. O solo retirado é pesado e, em seguida, o espaço é preenchido com areia padronizada por meio de um equipamento semelhante a uma ampulheta. A quantidade de areia utilizada permite calcular o volume exato do furo e, consequentemente, determinar a densidade real do solo naquele ponto.

Para tornar o processo ainda mais preciso e ágil, a Águas Guariroba também investiu na tecnologia do LWD (Light Weight Deflectometer). O equipamento aplica um impacto controlado sobre o solo e mede sua deformação imediata. Enquanto o ensaio do frasco de areia confirma a densidade do material, o LWD avalia sua resposta estrutural, ou seja, o quanto aquela base está rígida e preparada para suportar carga. A associação dos dois métodos permite uma verificação mais completa da qualidade da execução.

Análise pós-asfaltamento

Em frentes selecionadas de obra, depois da aplicação da massa asfáltica o acompanhamento por parte do laboratório continua. São realizadas aferições in loco para confirmar se o grau de compactação atende aos índices exigidos pelas normas técnicas e especificações do DNIT.

Além disso, é feita a extração de testemunhos do pavimento, uma perfuração que retira uma amostra cilíndrica da camada asfáltica já executada. Essa peça é analisada no laboratório para comparação com os corpos de prova gerados previamente, permitindo a comparação e verificação de espessura, densidade e conformidade com os parâmetros definidos nos ensaios Marshall e de teor de CAP.

O objetivo é garantir que o material aplicado na rua corresponda exatamente ao padrão aprovado previamente.

“O controle não termina quando o asfalto é aplicado. Ele só termina quando eu tenho certeza de que aquilo que eu defini no laboratório está refletido no campo”, resume o líder técnico do laboratório.

Técnica como garantia de durabilidade

Com testes normatizados, contraprovas periódicas e acompanhamento em todas as etapas, do solo à camada final, o laboratório tecnológico da Águas Guariroba sustenta tecnicamente as recomposições realizadas na capital.

Para quem teve contato com as obras e a recomposição das vias, a qualidade do serviço faz diferença. “A gente sabe que a obra é necessária, mas o que importa é como a rua fica depois. Aqui fizeram o serviço e logo em seguida já colocaram o asfalto. E ficou o benefício do saneamento”, comenta Ilda Carvalho, moradora do bairro jardim presidente.

Para além da recomposição do asfalto, o trabalho reflete um compromisso com a qualidade da infraestrutura urbana e com o bem-estar da população, que recebe saúde e dignidade por meio do saneamento aliado a padrões técnicos rigorosos nas obras executadas pela Águas Guariroba.

Liderança em Saneamento

As empresas de saneamento que atuam no Estado do Mato Grosso do Sul, Águas Guariroba e a PPP- Ambiental MS Pantanal, fazem parte do grupo Aegea Saneamento, que é líder no setor privado de saneamento básico no Brasil e atende mais de 39 milhões de pessoas. A companhia está presente em quase 900 cidades de 15 estados brasileiros, com atuação de norte a sul do país.

Opera nos estados do Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, Minas Gerais e São Paulo, trabalhando que mais brasileiros tenham acesso a água e esgoto tratados, promovendo o desenvolvimento sustentável e a melhoria da saúde pública nessas regiões.

Compartilhar:

Veja Também

Legislação e Tarifas Saiba mais
Legislação e Tarifas

Os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário implicam em custos e investimentos permanentes.

Responsabilidade Social Saiba mais
Responsabilidade Social

A atuação social e ambientalmente responsável faz parte da nossa história e do nosso propósito.

Água Saiba mais
Água

Antes de chegar às torneiras, a água percorre um longo caminho pelo sistema de abastecimento da Águas Guariroba.

Esgotamento Sanitário Saiba mais
Esgotamento Sanitário

A Águas Guariroba trabalha 24h por dia para ampliar e melhorar o saneamento em Campo Grande.