Cerca de 40 leituristas da Águas Guariroba participaram na manhã desta sexta-feira (5) da Oficina de Prevenção a Ataque de Cães realizada em parceria com o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE). O curso teve como objetivo apresentar técnicas para identificar situações de risco e como evitar o ataque de cães.

Para o técnico de segurança do trabalho da Águas Guariroba, Woldon Maciel de Menezes, a importância da oficina está na instrução sobre um risco em que os leituristas estão expostos durante o trabalho e em como lidar com a situação. “A empresa viu a necessidade de se buscar esta parceria, após registrar casos de ataque a alguns dos nossos trabalhadores. Com esta capacitação, o colaborador será apresentado a técnicas de comunicação, tanto para entender o comportamento do animal como também a como agir nessas situações, evitando o confronto”, destacou.

Somente em 2018, já foram registrados sete ataques de cães a leituristas da concessionária responsável pelos serviços de água e esgoto na Capital. Grande parte dos incidentes ocorre no momento da leitura dos medidores nas residências, na entrega da conta ao cliente e até mesmo em casas que estão com os portões abertos. Para o coordenador do curso, o cabo do BOPE Alexandre Duarte Barros, o principal fundamento da oficina é ensinar a comunicação e entender diferentes tipos de reação que um cão pode ter.

“Um dos principais ensinamentos do curso está na habilidade de ler o comportamento do cão, evitando reações bruscas ou instintivas que acabem provocando um ataque. Muitas vezes, a forma como reagimos à situação faz com que o cão compreenda como um comportamento hostil. Por isso é importante compreender os sinais, para assim termos as melhores alternativas sem qualquer ataque”, disse.

Para o leiturista Wilmar Pereira Costa, que já foi vítima de ataques de cães durante o trabalho, o curso esclarece diversos pontos sobre como agir em ataques, ajuda a entender quais são as reações dos animais e como lidar com elas. “O curso nos dá mais segurança e nos mostra como podemos reagir evitando um confronto com o cão. Já fui atacado durante uma leitura e às vezes o próprio dono não tem controle sobre o animal. Mas sabendo identificar os sinais que o cão demonstra, podemos evitar que a situação se repita”, destacou.

 

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