Após cinco meses separadas em diferentes pontos de Campo Grande, as cinco esculturas do projeto Capivara Urbana, da Águas Guariroba, estão novamente reunidas, agora em exposição no Museu de Arte Contemporânea (MARCO) de Mato Grosso do Sul. O museu é a última parada das obras de arte antes do leilão beneficente que a concessionária está organizando. O valor arrecadado com o leilão será totalmente doado para instituições assistenciais da cidade.

As cinco esculturas foram um presente de aniversário da Águas Guariroba para Campo Grande. O projeto Capivara Urbana foi lançado em agosto de 2017. As obras de arte que já estiveram expostas em locais abertos, como a Praça Ary Coelho, Orla Morena e Altos da Afonso Pena, tiveram que ser retiradas dos locais por sofrerem vandalismo. Após um trabalho de restauração realizado pelos artistas convidados autores das pinturas que estampam cada uma delas, as capivaras urbanas voltaram para exposição pública em shoppings, aeroporto e terminal rodoviário. Agora, a exposição no MARCO é a última oportunidade que a população tem para conhecer de perto as cinco esculturas.

Projetadas pelo artista plástico Cleir Ávila, as esculturas estão estampadas com as cores e conceitos artísticos de Ana Ruas, Isaac de Oliveira, Jonir Figueiredo, Guto Naveira e do próprio Cleir Ávila.

Indian Cadivéo Pop é o nome da capivara assinada pelo artista plástico Jonir Figueiredo. Estampada com mandalas reluzentes, a escultura foi colorida para inquietar o público. “São grafismos misturados. Tem grafismo indígena cadivéo e indiano. É no pontilismo, nos risquinhos, nos traços, tudo a mão. Ao mesmo tempo que as pessoas contemplarem a capivara, vai ficar inquietante: ‘que capivara é essa, pop hipercolorida?’, é para que ela sirva de instrumento curativo ao público que a observar”, resume Jonir.

Isaac de Oliveira coloriu a Capipê, escultura que incorpora o céu azul da nossa terra com os ipês que são marca registrada do artista. “Pensei em juntar o Pantanal na capivara. Quis inverter, porque geralmente a capivara é que está no Pantanal. E também remete ao cuidado com o animal, ao cuidado com o Pantanal, acho que é uma obrigação de todo mundo que mora aqui ter este compromisso”, afirma.

“Minha capivara se chama Urbes. É uma capivara tipicamente urbana. Desde que cheguei em Campo Grande, há 21 anos atrás, a imagem que eu tenho da capivara, o que me chamou a atenção, é que aqui ela atravessa a rua”, diz Ana Ruas, artista que assina outra escultura. “Escolhi duas palavras para a capivara: a palavra ‘pare’ em vermelho e o ‘pense’ em verde. Vou deixar para que o público pare e pense no que quiser”, completa.

Com a capivara poesia, o artista Guto Naveira homenageia o poeta Manoel de Barros. “É uma mistura de pop arte com cartoon, com técnicas de grafite para formar um pop arte único, lúdico, brincalhão, que tem a cara de Campo Grande”, comenta. “Eu queria retratar dia e noite no Pantanal, então eu trouxe um pouquinho de grafite, misturei acrílico, pincel purl, tem canetão posca, então a ideia era misturar o máximo possível para trazer um trabalho expressivo e sensível”, finaliza Naveira.

O artista Cleir Ávila, quando produziu os moldes, já visualizou a sua “Capivara Morena”. “Primeira coisa que pensei foi que teria pêlos arrepiados e a bandeira da cidade. No brasão está a arara, outro símbolo importante e com o jeito da minha arte”, afirmou.

Serviço

O MARCO está localizado nos altos da Rua Antônio Maria Coelho, 6.000, no Parque das Nações Indígenas. O horário de funcionamento é de terça a sexta-feira das 07h30 às 17h30 e sábados e domingos das 14h às 18h.

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